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As cinco espécies urbanas mais presentes nas cidades são a Blattella germânica, Periplaneta americana, Blatta orientalis, Supella longipalpis e a Periplaneta fuliginosa. Porém as duas primeiras espécies são as que possuem um maior convívio com o homem, devido a disponibilidade de alimento, abrigo e água. Com o crescimento urbano estas espécies encontraram nas estruturas inúmeras condições de sobrevivência e proliferação, tornando-se para o homem um tormento.

 

Supella Blattella
(Blatta orientalis)
Barata oriental
(Supella longipalpa)
Barata marrom
(Blattella germanica)
Francesinha
Periplaneta Parcoblatta  
(Periplaneta americana)
Barata de esgoto
(Parcoblatta spp.)
Barata de madeira
 


 

Blattella germânica (Francesinha, alemansinha, ou paulistinha)

A Blattella germânica é uma espécie comum no interior dos ambientes principalmente aqueles que manipulam, armazenam ou produzem alimentos.   Habitam geralmente interiores de  residências, cozinhas industriais, hospitais, restaurantes e hotéis, além de despensas, depósitos e outros locais onde haja principalmente frestas, fendas, alta umidade (> 70%), temperaturas elevadas (entre 28 e 35ºC) e falta de higiene.  Adoram locais onde haja madeira.

A Blattella germanica é uma das menores espécies de baratas, medindo de 1,2 a 1,6 cm, devido a esse seu tamanho são insetos habitualmente caroneiros.  Sua coloração vai de marrom claro a amarelado. Possui as asas pouco desenvolvidas, por isso não voam. 
É uma das espécies de maior capacidade de reprodução produzindo um número maior de ovos (entre 30 a 40) por ooteca e um número maior de ooteca (de 4 a 8) por fêmea.

Para se ter uma idéia uma fêmea pode gerar em um ano cerca de 100.000 descendentes, porém muitas sucumbem ao canibalismo e a outras pressões populacionais (Pest Notes- 1999). Além disso, as ninfas se desenvolvem e chegam à maturidade sexual mais rapidamente (em média 60 dias). A fêmea grávida carrega a ooteca por todo período de gestação (cerca de 3 semanas) esperando os embriões se desenvolverem dentro do ovo. Isso protege a cria de inúmeros perigos fazendo com que um maior número de ninfas sobrevivam. Possuem alta resistência aos inseticidas orgânicos sintéticos.

Todos esses fatores somados a grande capacidade de adaptação aos diversos tipos de clima e situações fazem com que esta espécie seja de tão difícil controle.
Possuem um forte hábito de agregação e o fazem em locais escuros, de elevada umidade e temperatura, onde haja baixa circulação ou corrente de ar e onde a superfície seja bem porosa como madeiras. A superfície porosa facilita a fixação do ferormônio de agregação liberado pelas baratas em suas fezes. Esse ferormônio é bastante atrativo para formas imaturas. Exemplo de locais de abrigo de Blattella germânica são frestas e fendas ao redor de gabinetes, paredes, forros, no gabinete de motores de refrigeradores, máquinas de lavar, secadoras, bebedouros e outros equipamentos. São bastante encontradas também em tomadas e no interior de equipamentos elétricos e de telefonia. Invadem os ambientes pegando carona em bagagens e mercadorias como caixas de leite, refrigerante, horti-fruti granjeiros e outras.


Periplaneta americana (barata de esgoto ou barata voadora)

Periplaneta_fotoA Periplaneta americana é uma espécie típica de ambientes externos que prefere se abrigar em locais quentes e úmidos com temperaturas em torno de 35º C (Pest Notes-1999). Por isso são freqüentemente encontradas em esgoto, caixas de gordura, porões, e etc. Em locais muito infestados o odor forte e característico de seu ferormônio denuncia a sua presença. Possuem características de invadirem os ambientes através de ralos e bueiros, por baixo de portas ao através de janelas em vôo rasantes.

Seu tamanho varia de 3 a 4 cm, sua coloração é vermelho escura e suas asas desenvolvidas possibilita uma capacidade de vôo. Seu potencial, como vetor mecânico de patógenos, é bastante acentuado, em comparação às outras espécies, em virtude de habitarem ambientes bastante contaminados. É uma espécie bastante sensível a ação dos inseticidas.

Uma fêmea de Periplaneta produz em média 1 ooteca por semana até atingir um volume de 15 a 90 ootecas (Granovsky, 1996), possuindo cada uma em média 14 ovos (PEST NOTES, 1999). A fêmea carrega consigo a ooteca por cerca de 6 dias, quando a coloca em um local seguro e úmido, geralmente colada a alguma superfície vertical. Esta ooteca leva cerca de 2 meses até eclodir as ninfas. Uma fêmea pode gerar cerca de 800 descendentes ao ano.

Sob condições ideais a fêmea pode viver de 14 a 24 meses. As ninfas trocam de pele cerca de 13 vezes em um espaço de tempo de 6 a 12 meses.

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