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Os mosquitos são insetos da Família Culicidae. São conhecidos como pernilongos,muriçocas ou carapanãs e são divididos em 3 subfamílias:
Toxorhynchitinae
São espécies de mosquitos cujas fêmeas não necessitam de sangue para maturação de seus ovos. Suas larvas são benéficas, pois servem de alimento para outras espécies de mosquitos.
Culicinae
Possui espécies de grande importância para saúde pública de todo mundo como o Aedes e o Culex.
Anophelinae
Contém uma das espécies de maior preocupação para o homem, os Anofeles, mosquitos responsáveis pela transmissão da malária.
Dentre estas sub-famílias as espécies de maior importância e com maior facilidade de se encontrar no Brasil são:
Aedes aegypti

Esta espécie de mosquito é escura com faixas brancas no corpo e pernas. O macho se distingue essencialmente da fêmea por possuir antenas plumosas e palpos mais longos. A fêmea do Aedes aegypti pode selecionar local de oviposição influenciada pela luz, cor do recipiente, temperatura, grau de salinidade e outras características favoráveis. Os criadouros preferenciais são os que têm águas limpas, pobres em matéria orgânica em decomposição e sais, acumulada em recipientes sombreados e de fundo e paredes escuras. No início, os ovos são claros e escurecem após alguns minutos. São colocados diretamente sobre a água ou na parede dos recipientes, próximos à linha d’água. Ao escurecerem, ficam camuflados em locais sombrios.
Em ambiente úmido, o desenvolvimento embrionário ocorre em 30 a 40 horas, e após o ovo pode resistir prolongadamente ao ressecamento até mais que um ano, suspendendo a eclosão (diapausa). Assim é que mesmo que evapore a água ou umidade, o ovo poderá permanecer viável no recipiente. Ao novo contato com a água, ou submersão, a diapausa é interrompida, eclodindo o ovo. A densidade populacional do Aedes aegypti aumenta na época das chuvas.
O Aedes tem pequena autonomia de voo – voa a no máximo duzentos metros do criadouro. Por isso, a erradicação dos criadouros interrompe a proliferação da infestação. As medidas sanitárias de controle sobre o mosquito incluem a medição dos índices de infestação domiciliar.
Aedes albopictus
O Aedes albopictus é originário da Ásia, porém já foi encontrado nos estados do Rio, Espírito Santo, São Paulo e Minas Gerais e vem se distribuindo por outras áreas. Até pouco tempo era considerado um vetor secundário na transmissão da dengue, em virtude de sua menor população e menor disseminação, comparado ao Aedes aegypti. Porém sua população e disseminação vêm aumentando nos últimos anos, estando em algumas regiões em população maior que o A. aegypti.
O Aedes albopictus é uma espécie que se adapta ao domicílio e tem como criadouros recipientes de uso doméstico como jarros, tambores, pneus e tanques. Alem disso, estão presentes no meio rural, em ocos de ·árvores, nas imbricações das folhas e em orifícios de bambus. Essa amplitude de distribuição e capacidade de adaptação a diferentes ambientes e situações determina a dificuldades para a erradicação através da mesma metodologia seguida para o Aedes aegypti.
Possui uma maior tolerância ao frio, utilizando criadouros naturais e artificiais, águas limpas ou poluídas, podendo reproduzir-se nas cidades, no campo e nas florestas.
Anopheles sp

Também chamado mosquito prego porque pousa perpendicularmente na parede. As asas têm manchas características. As fêmeas fazem suas desovas em vários tipos de coleções d’água, de acordo com a adaptação das espécies. Algumas preferem depósitos de água salobra, como Anopheles aquasalis; outras, grandes extensões de água doce, bem ensolarada como o An. darlingi, que também se associa freqüentemente com a vegetação flutuante de aguapé. São insetos transmissores da malária.
Culex

São comumente conhecidos como pernilongos ou muriçocas ou carapanãs. Algumas espécies possuem grande importância médica sanitária como o Culex quinquefasciatus que participa da transmissão da filariose e tem hábitos acentuadamente domésticos. Esta espécie é muito versátil, por depositar seus ovos em qualquer recipiente contendo água limpa ou poluída, dentro ou fora da casa, rios, lagoas ou pântanos; tanto à sombra como em lugares ensolarados (FUNASA). O Culex quinquefasciatus é uma espécie doméstica mais comumente encontrada, possui coloração parda, quase uniforme, não apresentando qualquer característica importante de relevo. Pica ao escurecer e sua atividade se prolonga por toda à noite. A fêmea faz a postura de uma só vez (ovos formando jangada). Desova de preferência em criadouros com água parada e poluída com matéria orgânica (fossas, valas e outros), pois tolera muito bem o meio pobre em oxigênio, podendo desovar eventualmente em depósitos de ·água limpa.
Simulídeos

Os simulídeos incluem dípteros semelhantes a pequenas moscas conhecidos como “borrachudos” e “piuns”, que são responsáveis pela transmissão da oncocercose. São insetos holometabólicos, de tamanho relativamente pequeno, de cor geralmente frisada à negra ou tons castanhos amarelos
As fêmeas depositam seus ovos sobre pedras, galhos e folhas, substratos encontrados em águas rasas, margens úmidas. Tem habitat preferencial nas proximidades dos riachos, de águas correntes, com alto teor de oxigênio.
Lutzomyia e Psychodopigus

Os flebótomos são insetos pequenos, muito pilosos e cor-de-palha ou castanho-claro, que transmitem a leishmaniose. Adotam quando em repouso a posição com as asas entreabertas e levantadas. São conhecidos no nordeste por “cangalha”, “cangalhinha”, “asa dura”, “orelha de veado” e no sul “mosquito palha” e “birigui”.
As fêmeas agrupam seus ovos em lugares úmidos e com matéria orgânica, onde ficam aderentes ao substrato, graças à substância viscosa que acompanha a postura.
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