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A era das grandes conquistas e das colonizações foi marcada pelas explorações marítimas e o tráfico negreiro. Nesta época inicia-se também o intercâmbio de espécies de mosquitos e de diferentes tipos de arboviroses (doenças transmitidas por artrópodes).

A importação e exportação de mosquitos entre os continentes fazem com que haja uma grande disseminação das espécies pelo mundo, trazendo inúmeros problemas de saúde pública.

Um outro grande fator influenciador da disseminação dos mosquitos pelo mundo foi o avanço do homem sobre as florestas provocando desmatamentos e o deslocamento de diversas espécies de mosquitos para as áreas urbanas.

Nas cidades do mundo moderno os mosquitos de diversas espécies encontraram condições muito favoráveis para uma rápida expansão, pela urbanização acelerada das cidades que apresentam deficiências de abastecimento de água e de limpeza urbana; pela intensa utilização de materiais não-biodegradáveis, como recipientes descartáveis de plástico e vidro; e pelas mudanças climáticas.

No Brasil a primeira epidemia de febre amarela urbana ocorreu em Recife, iniciada em 1685, expandindo-se para Salvador. No século XIX a doença reaparece na Bahia em 1849, e até 1861 propagou-se de norte a sul do país, causando várias epidemias nas províncias, com muitas mortes. Em dezembro de 1849, foi diagnosticada no Rio de Janeiro, onde permaneceu por 59 anos. De 1850 a 1902, a febre amarela causou 58.063 mortes no Rio.

As três primeiras espécies de mosquito foram descritas em meados do século XVIII, e alguns aspectos gerais de seu ciclo biológico também foram então conhecidos. No Brasil, o combate à febre amarela e malária, nos anos 30 e 40, contribuíram muito para o maior conhecimento dos mosquitos brasileiros.

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