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Os cupins são importantes agentes na degradação de madeiras e compostos celulósicos e na natureza exercem um importante papel na reciclagem de nutrientes nos ecossistemas, além de contribuírem para aeração e porosidade do solo. No entanto algumas espécies urbanas representam um verdadeiro pesadelo para os donos de imóveis pela sua ação sobre mobílias e madeiras estruturais.

A maioria das espécies de cupins existentes no Brasil pertence à família Rhinotermitidae e muitas destas espécies são consideradas alienígenas, pelo fato de terem sido inseminadas em território brasileiro em épocas passadas. Dentro da família Rhinotermitidae alguns gêneros e espécies são considerados pragas de grande importância econômica por serem grandes destruidores de madeiras. São conhecidos como cupins subterrâneos devido ao fato de construírem seus ninhos no interior do solo. As três principais espécies encontradas nos grandes centros urbanos, principalmente Rio e São Paulo, são:

Coptotermes havilandi, Rhinotermes marginalis e Heterotermes tenuis.

Embora haja diferenças morfológicas, biológicas entre as espécies acima, elas possuem em geral um comportamento semelhante ao descrito abaixo.
As colônias podem ser compostas de milhares de indivíduos, no caso do Heterotermes, a milhões de indivíduos, no caso dos Coptotermes, sendo a maioria de operários. São caracterizados pela formação de trilhas de forrageamento, por formar seus ninhos no solo ou encravado nas estruturas de casas e edifícios tais como: porões, poços de ventilação, poços de elevadores, superfícies abaixo do piso, paredes duplas, lajes duplas, caixas de eletricidade ou telefonia e caixões perdidos. Todos estes lugares têm em comum a escuridão e má ventilação, que asseguram a umidade necessária ao desenvolvimento da colônia. Quando presentes em andares superiores de edificações não necessitam contato direto com o solo, desde que haja fonte de umidade suficiente para prosperidade da colônia.

Os soldados dos Coptotermes também são numerosos, possuem cabeça amarelada, com longas mandíbulas, e quando incomodados expelem por um poro na frente da cabeça chamado fontanela uma volumosa gota de líquido leitoso que é inofensivo aos seres humanos (sendo eficaz contra seus inimigos naturais).


A espécie Coptotermes havilandi teve seu nome científico modificado para Coptotermes gestroi.

Os soldados de Heterotermes possuem cabeça desenvolvida e com formato retangular. É uma espécie não são tão voraz quanto o Coptotermes, tendo como características a formação de colônias menores e um processo de forrageamento lento comparado ao Coptotermes.


A espécie Rhinotermes marginalis é pouco conhecida pelos controladores de pragas, no entanto têm sido identificada em infestações em várias edificações no Rio de Janeiro, principalmente na faixa litorânea, e em algumas cidades do interior do estado. Têm como característica uma forte atração por papelão.


Um outro grupo de cupins que vêm ganhando importância no cenário das grandes cidades brasileiras é o cupim arbóreo representado pelo gênero Nasutitermes. Sua forma de identificação se dá pela formação de ninhos em troncos de árvores, os soldados não apresentam mandíbulas e sim uma cabeça pontiaguda e possuem uma coloração avermelhada.É um tipo de cupim bastante encontrado em Salvador, Minas Gerais, principalmente na capital e cidades históricas, Espírito Santo e Rio e São Paulo. Cada vez são maiores os casos de estruturas infestadas por Nasutitermes.

O terceiro grupo de cupins de importância é o dos cupins de madeira seca onde são representados principalmente pela espécie Cryptotermes brevis. A grande característica deste grupo reside no fato de viverem dentro da madeira que lhes serve de alimento. Por isso, não fazem trilhas e eliminam suas fezes, com aspecto de areia, quando as galerias estão lotadas. São espécies encontradas em ambientes habitados e modificados pelo homem, nunca sendo encontradas em ambientes naturais. Infesta às madeiras internas das edificações (madeiras estruturais e mobílias).


As colônias de Cryptotermes, mesmo as maiores, contêm apenas uns poucos milhares de indivíduos. A população vive restrita ao interior da madeira de que se alimenta, que é invariavelmente madeira seca. Não procura contato com o solo. A capacidade de colônias completas habitarem peças pequenas de mobiliário, facilmente transportáveis e sem sinais externos evidentes denunciadores da infestação, torna o cupim de fácil propagação para novas peças e favorece o transporte e introdução da praga em regiões geograficamente até então livres da infestação.

As revoadas nessa espécie ocorrem no período noturno. Os casais instalam-se diretamente na madeira e preferem buracos do tamanho da largura de seus corpos (frestas em encaixes, furos de prego ou mesmo de brocas), em colônias já estabelecidas à rainha é apenas um pouco maior que o rei, o número de operários é bem maior que o de soldados, tanto os operários quanto os soldados têm corpo esbranquiçado, porém os soldados se diferenciam por que tem uma cabeça e cor avermelhada.

A superfície da madeira infestada é mantida quase que intacta. Os cupins fazem pequenos buracos com certo espaço entre um e outro (cobertos por resíduos de madeiras). De tempos em tempos esses buraquinhos são abertos para que se possam jogar as fezes fora ou quando se dá a época da revoada para saída de indivíduos alados. No interior de um móvel, por exemplo, o cupim escava galerias que são comunicadas umas as outras por estreitas passagens, em algumas galerias há um tipo de depósito de fezes secas que passado algum tempo também serão eliminadas pelos mesmos buraquinhos ditos anteriormente. Aos poucos estas galerias vão sendo alargadas e expandidas; em infestações prolongadas é possível que a maior parte da madeira tenha sido consumida, restando apenas uma superfície muito fina e quebradiça. A peça ou estrutura se tornará quase oca. As fezes do cupim de madeira seca fazem montes logo abaixo dos buraquinhos por onde são expulsas, sendo parecidas com grânulos de trigo sendo também duras, secas e roliças.

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