Características

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Características

Comportamentais

Os roedores são da ordem Rodentia, sendo a espécie dos murídeos (Rattus e Mus) a de maior importância devido ao seu convívio muito próximo ao homem. Os ratos, de um modo geral, possuem uma grande capacidade de adaptação e possuem diversos comportamentos e habilidades que favorecem esta adaptação.

Onívoros - alimentam-se de um número muito grande de alimentos, porém ao contrário do que muito se pensa preferem alimentos frescos e ricos em proteínas. Os ratos de um modo geral consomem em média dez por cento de seu peso em alimento por dia.

Transmissão de preferências alimentares

os ratos adquirem suas preferências alimentares através de duas formas: a primeira diz respeito à transmissão dos pais para as crias através da ingestão das fezes maternas e do leite por parte das crias; a outra forma está relacionada ao fato dos ratos jovens seguirem os adultos em suas primeiras experiências fora do ninho, e irão ingerir sua primeira comida sólida quando os adultos tiverem terminado de se alimentar.

Roeduras

os roedores possuem como hábito roerem diversos tipos de materiais. Isso se deve ao fato de possuir dois pares de dentes incisivos (no maxilar superior e inferior), revestidos de uma camada de esmalte extremamente resistente (dureza em torno de 5,5) e que por esses dentes possuírem as raízes abertas têm um crescimento contínuo de até 3 mm por semana. Daí a necessidade de estarem constantemente roendo materiais de elevada dureza para desgastar estes dentes e também afiá-los.

Capacidade de Reprodução

extraordinária, podendo um casal gerar mais de 15.000 descendentes por ano, porém sua dinâmica populacional depende das condições do ambiente, se este lhe fornecer alimento e água em abundância, abrigo e oportunidade de acesso suas colônias podem ser bastante numerosas e até havendo convívio sem conflito entre colônias de roedores. Porém, caso haja uma redução drástica destas condições, principalmente alimento, os roedores rapidamente reduzem suas famílias proporcionalmente havendo canibalismo dos recém-nascidos, expulsão de alguns indivíduos do território, e alteração no ciclo reprodutivo das fêmeas.

Estrutura social

as colônias são como famílias, pois os roedores, como animais gregários, formam pequenos grupos formados por um macho dominante, geralmente o mais forte e agressivo, que possui preferência em fecundar as fêmeas e pelos melhores locais, mais protegidos e mais perto dos alimentos. Os ratos machos dominados são formados pelos muito jovens e os velhos, que por vezes são expulsos desta colônia para territórios periféricos, são estes também que geralmente experimentam algum alimento novo introduzido no território e sendo observado pelo restante da colônia.

Território

podem explorar ao redor do ninho em raios que vão de 10 a 70 metros dependendo da espécie. As lutas por território limitam-se a proteger o abrigo podendo transitar sem conflito em áreas comuns, onde haja alimento, uma vez que este esteja em abundância. As fêmeas prenhas e lactantes podem compartilhar o mesmo ninho, mas normalmente cada uma faz o seu e o defende contra ação de outros indivíduos. Os machos marcam seus territórios através das trilhas que fazem com urina, secreções e fezes, não formando áreas e sim caminhos. Estes caminhos são reconhecidos por membros da mesma colônia através do cheiro (feromônio). Através dos feromônios que os machos são atraídos às fêmeas no cio, pois estas esfregam seus genitais contra o chão e parede sinalizando que estão prontas para acasalar.

Neofobia

a maioria das espécies possui bastante desconfiança com relação a objetos e alimentos novos em seu território. Inicialmente a colônia evita o objeto ou o alimento novo, algum tempo depois, caso não haja nenhum sinal de perigo passam a conviver harmoniosamente com o objeto ou passam a consumir o alimento. Os camundongos, ao contrário, já possui uma curiosidade maior, característica de sua espécie.

Sensoriais

Os roedores possuem vários sentidos bastante aguçados o que lhes confere uma série de habilidades sensoriais. São estas:

  • Olfato: é muito apurado, os ratos cheiram e movem continuamente a cabeça quando em atividade. Cheiram todo o ambiente, assim localizando determinado alimento preferido no meio de outras substâncias de menor interesse ou detectando odores atrativos ou repelentes;
  • Tato: é desenvolvido em função da presença das vibrisas, pêlos longos sensoriais situados no focinho, e pêlos tácteis (compridos) situados no corpo. Essa habilidade supre a deficiência visual que os roedores possuem além de os ajudarem em locomoções na ausência de luz;
  • Audição: é um sentido muito apurado e os roedores são muito sensíveis a qualquer ruído estranho; tanto que conseguem captar frequências sonoras não audíveis pelo homem. Isso permite que antecipem sua fuga diante de perigo eminente;
  • Visão: os olhos são adaptados para visão no escuro, sendo bastante sensíveis à luz, apesar da pobre acuidade visual. Os roedores podem reconhecer formas simples e detectar movimentos em ambientes pouco iluminados;
  • Paladar: é bastante desenvolvido. Apresentam a capacidade de distinguir pequenas quantidades de raticidas misturados ao alimento o que dificulta o seu controle. Atualmente os raticidas anticoagulantes em uso não causam esta refugagem, devido ao alto padrão de fabricação.

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